O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá discutir temas bilaterais e assuntos estratégicos durante o encontro que terá essa manhã com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, em São Paulo.
Os dois manterão um encontro privado por volta das 11h locais, na sede da Federação das Indústrias dos Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista. No local também ocorre o seminário "Brasil - Itália: Novas Parcerias Estratégicas", que reúne especialistas e expoentes dos dois países.
Berlusconi chegou ontem ao país para uma visita oficial de dois dias e já se reuniu com empreendedores, sendo que ele está acompanhado por uma delegação de cerca de 60 empresários.
Segundo o primeiro-ministro, o objetivo de sua viagem é dar "apoio concreto" às empresas interessadas em investir no Brasil -- em 2009, o número de companhias italianas que se estabeleceram aqui passou de 120 para mais de 300.
"Há toda uma série de possibilidades para as empresas [italianas] em todos os setores e, principalmente, na área de infraestrutura", comentou.
Nesse sentido, o chefe de Governo recordou "o importante projeto do trem de alta velocidade entre o Rio e São Paulo", apenas "um dos tantos programas aos quais as companhias italianas podem encontrar um modo de trabalhar no Brasil". "Aqui já temos importantes empresas, como a Telecom e a Fiat".
Ainda discursando para os empreendedores, Berlusconi anunciou que deve "governar por ao menos três anos".
"Sairei [do poder] somente quando eu conseguir fazer o meu país ser um país verdadeiramente democrático", afirmou o premier, que ocupou este cargo entre 1994-1995, 2001-2006 e de 2008 em diante.
(ANSA)
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terça-feira, 29 de junho de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Brasil-Itália: a decisão sobre Battisti
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, em visita à Itália, afirmou hoje que a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso do ex-ativista Cesare Battisti, originário desse país europeu, deverá ser anunciada "em até 30 dias".
Jobim falou sobre o tema ao participar em Pisa (região do centro da Itália) das homenagens à Força Expedicionária Brasileira (FEB), cujos pracinhas atuaram na Segunda Guerra Mundial.
Condenado pela Justiça da Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, Battisti, ex-membro do grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), foi detido no Brasil em 2007.
No início de 2009, ele recebeu o status de refugiado do então ministro da Justiça, Tarso Genro, mas em novembro do mesmo ano o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por sua extradição, como solicita o Estado italiano.
Ao emitir sua sentença, o STF determinou ainda que o parecer final caberia a Lula.
Atualmente no presídio da Papuda, em Brasília, o ex-militante do PAC aguarda o pronunciamento do presidente.
Lula se pronunciaria depois da publicação do acórdão, a declaração formal com o resultado do julgamento, que saiu no último dia 16. Agora, o mandatário aguarda a análise da Advocacia Geral da União (AGU).
ANSA)
Jobim falou sobre o tema ao participar em Pisa (região do centro da Itália) das homenagens à Força Expedicionária Brasileira (FEB), cujos pracinhas atuaram na Segunda Guerra Mundial.
Condenado pela Justiça da Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, Battisti, ex-membro do grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), foi detido no Brasil em 2007.
No início de 2009, ele recebeu o status de refugiado do então ministro da Justiça, Tarso Genro, mas em novembro do mesmo ano o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por sua extradição, como solicita o Estado italiano.
Ao emitir sua sentença, o STF determinou ainda que o parecer final caberia a Lula.
Atualmente no presídio da Papuda, em Brasília, o ex-militante do PAC aguarda o pronunciamento do presidente.
Lula se pronunciaria depois da publicação do acórdão, a declaração formal com o resultado do julgamento, que saiu no último dia 16. Agora, o mandatário aguarda a análise da Advocacia Geral da União (AGU).
ANSA)
sábado, 17 de abril de 2010
Caso Battisti: agora Lula já pode decidir
O presidente brasileiro Lula da Silva já pode decidir se concede ou não a extradição à Itália de Cesare Battisti.
O Supremo Tribunal Federal (STF) de Brasília publicou o texto da sentença com a qual, há alguns meses, determinou a extradição, precisando que a decisão sobre o destino do ex-militante da extrema-esquerda estava agora nas mãos do chefe de Estado.
No encontro de segunda-feira (12) em Washington - que resultou em um acordo estratégico de parceria entre Brasil e Itália, Lula disse ao premier italiano Silvio Berlusconi que aguardava justamente as motivações do Supremo sobre a sentença favorável à extradição de Battisti para tomar sua decisão.
O ex-militante do grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) aguarda a decisão no presídio de Papuda, em Brasília, depois que o ministro da Justiça Tarso Genro lhe concedeu asilo político (em janeiro de 2009).
Há um mês o Tribunal do Rio de Janeiro condenou Battisti a dois anos de prisão - que pode cumprir em liberdade condicional - pelo uso de passaporte falso quando entrou no país sul-americano.
Battisti foi condenado a duas prisões perpétuas na Itália por quatro homicídios cometidos nos anos 70, e o governo de Roma solicita a Brasília sua extradição. (ANSA)
O Supremo Tribunal Federal (STF) de Brasília publicou o texto da sentença com a qual, há alguns meses, determinou a extradição, precisando que a decisão sobre o destino do ex-militante da extrema-esquerda estava agora nas mãos do chefe de Estado.
No encontro de segunda-feira (12) em Washington - que resultou em um acordo estratégico de parceria entre Brasil e Itália, Lula disse ao premier italiano Silvio Berlusconi que aguardava justamente as motivações do Supremo sobre a sentença favorável à extradição de Battisti para tomar sua decisão.
O ex-militante do grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) aguarda a decisão no presídio de Papuda, em Brasília, depois que o ministro da Justiça Tarso Genro lhe concedeu asilo político (em janeiro de 2009).
Há um mês o Tribunal do Rio de Janeiro condenou Battisti a dois anos de prisão - que pode cumprir em liberdade condicional - pelo uso de passaporte falso quando entrou no país sul-americano.
Battisti foi condenado a duas prisões perpétuas na Itália por quatro homicídios cometidos nos anos 70, e o governo de Roma solicita a Brasília sua extradição. (ANSA)
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Lula e Berlusconi firmam acordo estratégico
O chefe de governo italiano, Silvio Berlusconi, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, firmaram hoje em Washington um acordo de parceria estratégica que prevê uma cooperação no combate à pobreza e às mudanças climáticas, além de um trabalho conjunto para o desarmamento, entre outros pontos.
Na base do entendimento, Itália e Brasil vão trabalhar pela não proliferação nuclear e para manter e consolidar a paz.
Os governantes, que estão em Washington para participar da reunião mundial sobre segurança nuclear, se reuniram na Embaixada do Brasil, na capital norte-americana, durante 40 minutos.
(ANSA)
Na base do entendimento, Itália e Brasil vão trabalhar pela não proliferação nuclear e para manter e consolidar a paz.
Os governantes, que estão em Washington para participar da reunião mundial sobre segurança nuclear, se reuniram na Embaixada do Brasil, na capital norte-americana, durante 40 minutos.
(ANSA)
Reunião entre Lula e Berlusconi
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o premier italiano Silvio Berlusconi manterão um encontro bilateral nesta segunda-feira em Washington, a partir das 15h15, no horário de Brasília.
Os dois chefes de Governo estarão na capital dos Estados Unidos para participar da Cúpula de Segurança Nuclear, convocada pelo presidente norte-americano Barack Obama. O evento reunirá governantes de mais de 40 países e termina na terça-feira, dia 13.
Após as conversas, Lula e Berlusconi presidirão uma cerimônia para a assinatura de atos. O encontro ocorrerá na residência da Embaixada do Brasil e contará também com a presença do chanceler Celso Amorim.
Os temas bilaterais incluiriam, além da série de acordos econômicos (entre os quais poderia estar a venda de navios à Marinha brasileira), o caso de Cesare Battisti, ex-integrante do grupo de xtrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) que está detido no Brasil e cuja extradição é requisitada pela Itália.
Condenado em seu país de origem, Battisti foi preso no Rio de Janeiro em 2007. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou o refúgio político que lhe foi concedido pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, acatando assim o pedido italiano.
A decisão final sobre o caso - que gerou uma crise entre ambas as nações, está agora nas mãos de Lula, que ainda não se pronunciou. Por isso, o encontro entre os dois líderes pode ser decisivo e incluir eventuais "garantias" de Berlusconi a seu colega brasileiro.
O premier italiano deveria ter visitado o país no início de março passado, mas a viagem foi cancelada por questões de agenda.
(ANSA)
Os dois chefes de Governo estarão na capital dos Estados Unidos para participar da Cúpula de Segurança Nuclear, convocada pelo presidente norte-americano Barack Obama. O evento reunirá governantes de mais de 40 países e termina na terça-feira, dia 13.
Após as conversas, Lula e Berlusconi presidirão uma cerimônia para a assinatura de atos. O encontro ocorrerá na residência da Embaixada do Brasil e contará também com a presença do chanceler Celso Amorim.
Os temas bilaterais incluiriam, além da série de acordos econômicos (entre os quais poderia estar a venda de navios à Marinha brasileira), o caso de Cesare Battisti, ex-integrante do grupo de xtrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) que está detido no Brasil e cuja extradição é requisitada pela Itália.
Condenado em seu país de origem, Battisti foi preso no Rio de Janeiro em 2007. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou o refúgio político que lhe foi concedido pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, acatando assim o pedido italiano.
A decisão final sobre o caso - que gerou uma crise entre ambas as nações, está agora nas mãos de Lula, que ainda não se pronunciou. Por isso, o encontro entre os dois líderes pode ser decisivo e incluir eventuais "garantias" de Berlusconi a seu colega brasileiro.
O premier italiano deveria ter visitado o país no início de março passado, mas a viagem foi cancelada por questões de agenda.
(ANSA)
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Não extradição de Battisti pode ter consequências nefastas, diz senador
O senador italiano Maurizio Gasparri, líder da bancada governista, afirmou hoje que uma eventual decisão do governo brasileiro de não extraditar o ex-ativista Cesare Battisti poderia trazer "nefastas consequências" para o relacionamento entre os dois países.
Gasparri disse ainda esperar "que não seja verdadeira a notícia veiculada pela imprensa brasileira" de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria a intenção de manter o italiano no país.
Neste caso, o político ressaltou que o Executivo estaria contrariando uma decisão já tomada "pelos órgãos supremos da justiça brasileira".
Condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios ocorridos na década de 1970, quando militava em uma organização de esquerda, Cesare Battisti havia recebido no início de 2009 o status de refugiado político, concedido pelo ministro da Justiça, Tarso Genro.
No entanto, a medida foi anulada em novembro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em seguida, os magistrados decidiram delegar ao presidente Lula a palavra final sobre o caso. Desta forma, ele poderá extraditar ou não o italiano, mas seu parecer precisa estar amparado pelo tratado bilateral de extradição, assinado em 1989.
Nesta segunda-feira, o jornal Folha de S.Paulo publicou a notícia de que a equipe responsável por estudar a fundamentação jurídica do posicionamento do governo teria concluído que o argumento mais plausível para o caso seria o temor de perseguição política.
Trata-se da mesma tese que sustentou o refúgio concedido por Tarso -- e anulado pelo STF. Desta vez, porém, segundo o jornal, o governo alegaria "razões humanitárias" para amenizar um possível estremecimento nas relações com a Itália.
(ANSA)
Gasparri disse ainda esperar "que não seja verdadeira a notícia veiculada pela imprensa brasileira" de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria a intenção de manter o italiano no país.
Neste caso, o político ressaltou que o Executivo estaria contrariando uma decisão já tomada "pelos órgãos supremos da justiça brasileira".
Condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios ocorridos na década de 1970, quando militava em uma organização de esquerda, Cesare Battisti havia recebido no início de 2009 o status de refugiado político, concedido pelo ministro da Justiça, Tarso Genro.
No entanto, a medida foi anulada em novembro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em seguida, os magistrados decidiram delegar ao presidente Lula a palavra final sobre o caso. Desta forma, ele poderá extraditar ou não o italiano, mas seu parecer precisa estar amparado pelo tratado bilateral de extradição, assinado em 1989.
Nesta segunda-feira, o jornal Folha de S.Paulo publicou a notícia de que a equipe responsável por estudar a fundamentação jurídica do posicionamento do governo teria concluído que o argumento mais plausível para o caso seria o temor de perseguição política.
Trata-se da mesma tese que sustentou o refúgio concedido por Tarso -- e anulado pelo STF. Desta vez, porém, segundo o jornal, o governo alegaria "razões humanitárias" para amenizar um possível estremecimento nas relações com a Itália.
(ANSA)
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
E o Supremo decidiu que ele volta
O Supremo Tribunal Federal decidiu, por cinco votos a quatro, que Cesare Battisti deve ser extraditado para a Itália, seu país de origem e cuja Justiça o condenou à prisão perpétua por cometer quatro assassinatos nos anos 1970. A decisão do STF invalida o status de refugiado político que o ministro da Justiça, Tarso Genro, havia concedido ao italiano. Gilmar Mendes, o presidente do tribunal, não abriu mão do direito de manifestar-se sobre o caso e desempatou a votação. Os ministros do Supremo ainda vão discutir se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a prerrogativa de alterar a decisão tomada pelo STF
O julgamento da questão havia sido interrompido pela primeira vez em 9 de setembro último, quando o ministro Marco Aurélio Mello pediu vistas ao processo. A votação foi retomada em 12 de novembro, quando Mello votou pela manutenção do refúgio a Cesare Battisti no Brasil, o que empatou o placar em quatro a quatro. Logo após Mello terminar seu voto, o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, disse que manifestaria sua posição em ocasião "oportuna" e encerrou a sessão.
Isso aconteceu nesta quarta-feira 18, e Mendes foi o quinto componente da mais alta corte brasileira a defender a extradição de Battisti. No julgamento, prevaleceu o parecer do relator do caso, ministro Cezar Peluso, que considerou não haver evidências claras de motivação política nos assassinatos cometidos por Battisti. Algumas ressalvas foram feitas por Peluso, como a garantia de que o italiano não cumpra pena maior do que trinta anos --a maior possível pela Justiça brasileira--, que foram repetidas pelos ministros que o acompanharam: Ricardo Levandowski, Carlos Ayres Britto, Ellen Grace e Gilmar Mendes. Os ministros Marco Aurélio Mello, Eros Grau, Carmem Lúcia e Joaquim Barbosa votaram pela manutenção do refúgio, usando a argumentação comum de que o acolhimento de Battisti no Brasil é um ato soberano do País, que não pode ser contestado por outras nações.
Blog do Ricky - Sem Mais Delongas
O julgamento da questão havia sido interrompido pela primeira vez em 9 de setembro último, quando o ministro Marco Aurélio Mello pediu vistas ao processo. A votação foi retomada em 12 de novembro, quando Mello votou pela manutenção do refúgio a Cesare Battisti no Brasil, o que empatou o placar em quatro a quatro. Logo após Mello terminar seu voto, o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, disse que manifestaria sua posição em ocasião "oportuna" e encerrou a sessão.
Isso aconteceu nesta quarta-feira 18, e Mendes foi o quinto componente da mais alta corte brasileira a defender a extradição de Battisti. No julgamento, prevaleceu o parecer do relator do caso, ministro Cezar Peluso, que considerou não haver evidências claras de motivação política nos assassinatos cometidos por Battisti. Algumas ressalvas foram feitas por Peluso, como a garantia de que o italiano não cumpra pena maior do que trinta anos --a maior possível pela Justiça brasileira--, que foram repetidas pelos ministros que o acompanharam: Ricardo Levandowski, Carlos Ayres Britto, Ellen Grace e Gilmar Mendes. Os ministros Marco Aurélio Mello, Eros Grau, Carmem Lúcia e Joaquim Barbosa votaram pela manutenção do refúgio, usando a argumentação comum de que o acolhimento de Battisti no Brasil é um ato soberano do País, que não pode ser contestado por outras nações.
Blog do Ricky - Sem Mais Delongas
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Em Roma, Lula diz que fome parece invisivel para os governos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira durante a reunião sobre segurança alimentar de Roma que a fome parece ser invisível para muitos Governos, que, com menos da metade do que usaram contra a crise financeira, poderiam solucionar esse problema.
"Perante a ameaça de um colapso financeiro internacional, causado pela especulação irresponsável e pela omissão dos Estados na regulação e na fiscalização do sistema, os líderes mundiais não duvidaram em gastar centenas e centenas de trilhões de dólares para salvar a queda dos bancos", disse Lula.
"Com menos da metade desses recursos, seria possível erradicar a fome do mundo. A luta contra a fome segue, no entanto, praticamente à margem da ação dos Governos. É por assim dizer invisível", completou.
Nesse sentido, o presidente pediu "vontade e determinação política" durante um discurso na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que recebe a cúpula até a próxima quarta-feira.
"Muitos parecem ter perdido a capacidade de se indignar com um sofrimento tão distante de sua realidade e experiência de vida. Mas os que ignoram ou negam esse direito, acabam perdendo sua própria humanidade", destacou.
Lula falou da recente redução dos níveis de pobreza no Brasil através de uma "forte rede de proteção social articulada com políticas de estímulo para a agricultura familiar" e pediu medidas que funcionem em situações de emergência.
"O mais importante, no entanto, são as soluções a longo prazo, ou seja, as capazes de prevenir as catástrofes", afirmou o presidente.
"É fundamental que os países desenvolvidos cumpram os compromissos assumidos e aumentem os níveis de ajuda ao desenvolvimento. O sistema multilateral de comércio tem que se libertar dos vergonhosos subsídios agrícolas dos países ricos", completou.
Lula, que disse acreditar que não existe uma verdadeira carência mundial de alimentos, definiu a fome como "a mais terrível arma de destruição em massa do planeta" e pediu que se vença esse problema para abrir caminho a um mundo "justo, livre e democrático".
Efe
"Perante a ameaça de um colapso financeiro internacional, causado pela especulação irresponsável e pela omissão dos Estados na regulação e na fiscalização do sistema, os líderes mundiais não duvidaram em gastar centenas e centenas de trilhões de dólares para salvar a queda dos bancos", disse Lula.
"Com menos da metade desses recursos, seria possível erradicar a fome do mundo. A luta contra a fome segue, no entanto, praticamente à margem da ação dos Governos. É por assim dizer invisível", completou.
Nesse sentido, o presidente pediu "vontade e determinação política" durante um discurso na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que recebe a cúpula até a próxima quarta-feira.
"Muitos parecem ter perdido a capacidade de se indignar com um sofrimento tão distante de sua realidade e experiência de vida. Mas os que ignoram ou negam esse direito, acabam perdendo sua própria humanidade", destacou.
Lula falou da recente redução dos níveis de pobreza no Brasil através de uma "forte rede de proteção social articulada com políticas de estímulo para a agricultura familiar" e pediu medidas que funcionem em situações de emergência.
"O mais importante, no entanto, são as soluções a longo prazo, ou seja, as capazes de prevenir as catástrofes", afirmou o presidente.
"É fundamental que os países desenvolvidos cumpram os compromissos assumidos e aumentem os níveis de ajuda ao desenvolvimento. O sistema multilateral de comércio tem que se libertar dos vergonhosos subsídios agrícolas dos países ricos", completou.
Lula, que disse acreditar que não existe uma verdadeira carência mundial de alimentos, definiu a fome como "a mais terrível arma de destruição em massa do planeta" e pediu que se vença esse problema para abrir caminho a um mundo "justo, livre e democrático".
Efe
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Brasil em lugar de destaque na preferência de investidores estrangeiros
Pesquisa realizada pela OMC - Organização Mundial do Comércio aponta que o Brasil ocupa o quarto lugar na preferência dos investidores internacionais, depois dos Estados Unidos, China e Índia, colocando-se à frente de potências como Japão, Alemanha e Reino Unido.
Dentre os maiores parceiros econômicos do país está a Itália, no 13º lugar, como um dos principais investidores estrangeiros no Brasil. Com grandes companhias como Fiat, Pirelli e TIM Brasil, a Itália planeja investir ainda mais, através de parcerias industriais, cuja cooperação é reforçada por ações positivas dos dois governos e facilitada pela forte presença da comunidade italiana no Brasil. Segundo Giovanni Sacchi, diretor no Brasil do ICE - Instituto Italiano para o Comércio Exterior, acordos comerciais entre os dois países sempre estiveram na pauta de prioridades, havendo promissoras relações comerciais a serem exploradas. “Convidamos as empresas italianas a olhar o Brasil como um parceiro estratégico”.
Hoje, aproximadamente 300 empresas italianas têm presença direta no Brasil, número duplicado ao longo dos últimos dez anos. Atuando com economias complementares, contribuem para desenvolvimento do Brasil, país que representa um mercado importante com condições produtivas vantajosas e grande potencial de crescimento.
Comércio Bilateral
As compras de produtos italianos pelo Brasil, em 2008, cresceram 30%, sobretudo em bens de capital, que representam mais de 60% das compras brasileiras provenientes da Itália. Entre os principais produtos exportados para a Itália estão frutas, flores, ferro, couro, papel, produtos siderúrgicos, carne, metais e peças para automóveis. Já o Brasil importa da Itália principalmente máquinas e componentes mecânicos, produtos químicos e farmacêuticos.
Acordos entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil e o Ministério Italiano do Desenvolvimento Econômico, consolidados na última visita do presidente Lula à Itália, em novembro de 2008, vieram fortalecer as relações comerciais entre os dois países, com destaque para as áreas de defesa, infra-estrutura, tecnologias espaciais, ciências médicas e saúde.
Outros setores de interesse são: têxtil, alimentício, couro e calçados, madeira e produção de móveis, beneficiamento de mármores e granitos, componentes eletrônicos e eletro-técnicos, agropecuário, álcool, papel-papelão, energia e mineração.
Dando continuidade a parceria econômica, a Itália chega, em novembro, ao Brasil, com a maior missão econômica para a América Latina. Liderada pelo Ministro do Desenvolvimento Econômico da Itália, Claudio Scajola, 300 empresários italianos, acompanhados de Umberto Vattani, presidente mundial do ICE-Instituto Italiano para o Comércio Exterior e de Corrado Faissola, presidente da ABI-Associação Bancária Italiana, participam do II Fórum Econômico Brasil-Itália, na manhã do dia 10 de novembro, na FIESP, junto à autoridades e representantes do governo brasileiro.
Encabeçando o staff de empresários, Emma Marcegaglia, presidente da Confederação Italiana das Indústrias e Paolo Zegna, vice presidente para Internacionalização da Cofindustria e CEO da grife Ermenegildo Zegna, líder mundial em vestuário masculino de luxo. No programa, workshops sobre oportunidades de investimentos no Brasil e Rodada de Negócios.
A maior delegação italiana, dos últimos anos, traz empresas de diversos setores, com foco em infra-estrutura, tecnologia, energia, mecânica e meio ambiente, visando parcerias principalmente nas áreas contempladas pelo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.
Destaque - II Fórum Brasil-Itália
Impregilo - maior empresa de construção civil da Itália e uma das maiores do mundo. Atua no mercado da construção de grandes obras e em operações de project financing e de BOT (build, operate and transfer).
STE Energy - com mais de 200 centrais de energia realizadas nos últimos anos, tanto na Itália, quanto no exterior, a STE Energy atua no projeto, constrição e administração de centrais de produção de energia, sobretudo hidroelétricas.
API Nova Energia - O Governo do Espirito Santo aderiu ao projeto do pinhão manso para o biodiesel patrocinado pela API Nova Energia. A empresa irá aplicar investimentos de 40 milhões de Euros até 2013 nos segmentos agrícola e industrial. Na primeira etapa será construída uma unidade fabril de processamento do pinhão no município de Colatina, com capacidade de produção inicial de 50 mil toneladas/ano de óleo vegetal bruto. A API Nova Energia é uma empresa do Grupo API, um dos maiores grupos petrolíferos da Itália.
Há também fornecedores especializados em eventos esportivos, que chegam em busca de oportunidades para a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016, como a Technogym, fabricante de produtos e serviços dirigido às áreas esportivas, fornecedora oficial dos Jogos Pan-Americanos no Rio em 2007, Jogos Olímpicos de Sidney, Pequim e jogos de Singapura em 2010.
Além das empresas, o Fórum conta com a presença de grandes consórcios de exportação, direcionados ao comércio das pequenas e médias empresas. Dentre eles o Federexport - Federação Italiana dos Consórcios de Exportação, principal federação italiana com mais de 4,5 mil empresas associadas e a Treviso Venezia Unione, união de duas associações, a Unindustria Treviso e a Confindustria Venezia, que juntas representam mais quatro mil indústrias e prestadores de serviços da Itália.
Na tarde do dia 10, empresários italianos e brasileiros participam da Rodada de Negócios. A previsão é a realização de mais de 1,5 mil encontros bilaterais neste II Fórum Brasil Itália 2009.
II Fórum Econômico Brasil Itália
10 de novembro
9h00 às 12h30
FIESP (Teatro Sesi)
Av. Paulista, 1313 São Paulo – SP
www.ice-sanpaolo.com.br/missao2009
Deptº de Comunicação e Imprensa
ICE - Instituto Italiano para o Comércio Exterior
Promoção de Intercâmbios da Embaixada da Itália
Regina Di Marco * rdimarco@uol.com.br
Silvia Colaianni * rm-comunicacao@uol.com.br
11 2950-4820
http://www.ice-sanpaolo.com.br/
Itália.org
Dentre os maiores parceiros econômicos do país está a Itália, no 13º lugar, como um dos principais investidores estrangeiros no Brasil. Com grandes companhias como Fiat, Pirelli e TIM Brasil, a Itália planeja investir ainda mais, através de parcerias industriais, cuja cooperação é reforçada por ações positivas dos dois governos e facilitada pela forte presença da comunidade italiana no Brasil. Segundo Giovanni Sacchi, diretor no Brasil do ICE - Instituto Italiano para o Comércio Exterior, acordos comerciais entre os dois países sempre estiveram na pauta de prioridades, havendo promissoras relações comerciais a serem exploradas. “Convidamos as empresas italianas a olhar o Brasil como um parceiro estratégico”.
Hoje, aproximadamente 300 empresas italianas têm presença direta no Brasil, número duplicado ao longo dos últimos dez anos. Atuando com economias complementares, contribuem para desenvolvimento do Brasil, país que representa um mercado importante com condições produtivas vantajosas e grande potencial de crescimento.
Comércio Bilateral
As compras de produtos italianos pelo Brasil, em 2008, cresceram 30%, sobretudo em bens de capital, que representam mais de 60% das compras brasileiras provenientes da Itália. Entre os principais produtos exportados para a Itália estão frutas, flores, ferro, couro, papel, produtos siderúrgicos, carne, metais e peças para automóveis. Já o Brasil importa da Itália principalmente máquinas e componentes mecânicos, produtos químicos e farmacêuticos.
Acordos entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil e o Ministério Italiano do Desenvolvimento Econômico, consolidados na última visita do presidente Lula à Itália, em novembro de 2008, vieram fortalecer as relações comerciais entre os dois países, com destaque para as áreas de defesa, infra-estrutura, tecnologias espaciais, ciências médicas e saúde.
Outros setores de interesse são: têxtil, alimentício, couro e calçados, madeira e produção de móveis, beneficiamento de mármores e granitos, componentes eletrônicos e eletro-técnicos, agropecuário, álcool, papel-papelão, energia e mineração.
Dando continuidade a parceria econômica, a Itália chega, em novembro, ao Brasil, com a maior missão econômica para a América Latina. Liderada pelo Ministro do Desenvolvimento Econômico da Itália, Claudio Scajola, 300 empresários italianos, acompanhados de Umberto Vattani, presidente mundial do ICE-Instituto Italiano para o Comércio Exterior e de Corrado Faissola, presidente da ABI-Associação Bancária Italiana, participam do II Fórum Econômico Brasil-Itália, na manhã do dia 10 de novembro, na FIESP, junto à autoridades e representantes do governo brasileiro.
Encabeçando o staff de empresários, Emma Marcegaglia, presidente da Confederação Italiana das Indústrias e Paolo Zegna, vice presidente para Internacionalização da Cofindustria e CEO da grife Ermenegildo Zegna, líder mundial em vestuário masculino de luxo. No programa, workshops sobre oportunidades de investimentos no Brasil e Rodada de Negócios.
A maior delegação italiana, dos últimos anos, traz empresas de diversos setores, com foco em infra-estrutura, tecnologia, energia, mecânica e meio ambiente, visando parcerias principalmente nas áreas contempladas pelo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.
Destaque - II Fórum Brasil-Itália
Impregilo - maior empresa de construção civil da Itália e uma das maiores do mundo. Atua no mercado da construção de grandes obras e em operações de project financing e de BOT (build, operate and transfer).
STE Energy - com mais de 200 centrais de energia realizadas nos últimos anos, tanto na Itália, quanto no exterior, a STE Energy atua no projeto, constrição e administração de centrais de produção de energia, sobretudo hidroelétricas.
API Nova Energia - O Governo do Espirito Santo aderiu ao projeto do pinhão manso para o biodiesel patrocinado pela API Nova Energia. A empresa irá aplicar investimentos de 40 milhões de Euros até 2013 nos segmentos agrícola e industrial. Na primeira etapa será construída uma unidade fabril de processamento do pinhão no município de Colatina, com capacidade de produção inicial de 50 mil toneladas/ano de óleo vegetal bruto. A API Nova Energia é uma empresa do Grupo API, um dos maiores grupos petrolíferos da Itália.
Há também fornecedores especializados em eventos esportivos, que chegam em busca de oportunidades para a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016, como a Technogym, fabricante de produtos e serviços dirigido às áreas esportivas, fornecedora oficial dos Jogos Pan-Americanos no Rio em 2007, Jogos Olímpicos de Sidney, Pequim e jogos de Singapura em 2010.
Além das empresas, o Fórum conta com a presença de grandes consórcios de exportação, direcionados ao comércio das pequenas e médias empresas. Dentre eles o Federexport - Federação Italiana dos Consórcios de Exportação, principal federação italiana com mais de 4,5 mil empresas associadas e a Treviso Venezia Unione, união de duas associações, a Unindustria Treviso e a Confindustria Venezia, que juntas representam mais quatro mil indústrias e prestadores de serviços da Itália.
Na tarde do dia 10, empresários italianos e brasileiros participam da Rodada de Negócios. A previsão é a realização de mais de 1,5 mil encontros bilaterais neste II Fórum Brasil Itália 2009.
II Fórum Econômico Brasil Itália
10 de novembro
9h00 às 12h30
FIESP (Teatro Sesi)
Av. Paulista, 1313 São Paulo – SP
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ICE - Instituto Italiano para o Comércio Exterior
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
Lula presenteia membros do G-5 com camisas da seleção brasileira
Presidente da República participa de evento em Áquila, na Itália
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, presenteou alguns membros do Grupo dos Cinco (G-5) com camisas da seleção brasileira após uma entrevista coletiva que aconteceu paralelamente à cúpula do Grupo dos Oito (G-8), em Áquila, na Itália, nesta quarta-feira. Da esquerda para direita, os “felizardos” são: o primeiro- ministro indiano, Manmohan Singh; o presidente mexicano, Felipe Calderón; o presidente sul-africano, Jacob Zuma; e o conselheiro de Estado chinês, Dai Bingguo.

E aproveitou pra entregar um "mimo" ao presidente americano Barack Obama, apos vitoria sobre os Estados Unidos na final da Copa das Confederaçoes, na Africa do Sul.

Globo.com
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, presenteou alguns membros do Grupo dos Cinco (G-5) com camisas da seleção brasileira após uma entrevista coletiva que aconteceu paralelamente à cúpula do Grupo dos Oito (G-8), em Áquila, na Itália, nesta quarta-feira. Da esquerda para direita, os “felizardos” são: o primeiro- ministro indiano, Manmohan Singh; o presidente mexicano, Felipe Calderón; o presidente sul-africano, Jacob Zuma; e o conselheiro de Estado chinês, Dai Bingguo.

E aproveitou pra entregar um "mimo" ao presidente americano Barack Obama, apos vitoria sobre os Estados Unidos na final da Copa das Confederaçoes, na Africa do Sul.

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