Uma exposição fotográfica dedicada aos beijos entre pessoas do mesmo sexo foi desautorizada em Bergamo, onde a Câmara local justificou sua decisão alegando que seu conteúdo era "excessivamente forte". A decisão provocou reações de setores da esquerda.
Intitulada "I Baci Rubati" (Os Beijos Roubados), seria montada no prédio Quadriportico del Sentierone, no centro da cidade, por ocasião do 5º Dia Mundial contra a Homofobia, que se realiza no próximo dia 17 de maio.
A decisão da Câmara foi criticada ontem à noite (26) pelo Conselho Municipal da minoria de centro-esquerda, que apresentou uma pauta do dia urgente - rejeitada pela maioria de centro-direita - visando que a administração local voltasse atrás da decisão.
Sobre o assunto, o prefeito Franco Tentori disse que "a exposição fotográfica era motivo de preocupação. De acordo com o que foi apresentado pelos seus organizadores, achamos que o conteúdo era muito forte. Além disso, montar a mostra na região central da cidade, nos pareceu igualmente inoportuno. O nosso foco foi o respeito à sensibilidade das crianças e dos idosos".
(ANSA)
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Politico Italiano anuncia troca de Sexo
O ex-deputado italiano Vladimir Luxuria, o primeiro parlamentar travesti do país, anunciou ter se submetido a uma operação para mudança de sexo na cidade de Casablanca, no Marrocos.
Em entrevista publicada ontem pelo Corriere della Sera, Luxuria, de 44 anos, não esclareceu como foi a intervenção, argumentando que seu psicólogo o orientou a não "se expor". Ele disse apenas que a realizou no Marrocos.
"De fato, mentalmente, no momento em que sente o desejo de dar um passo deste tipo, já está na outra parte, já é outra pessoa... não sei como explicar", complementou.
Vladimir Luxuria, nome artístico de Wladimiro Guadagno, se tornou famoso como animador de uma discoteca destinada ao público homossexual. Ele foi o primeiro legislador travesti eleito no país, nas votações de 2006.
Portal Itália
Em entrevista publicada ontem pelo Corriere della Sera, Luxuria, de 44 anos, não esclareceu como foi a intervenção, argumentando que seu psicólogo o orientou a não "se expor". Ele disse apenas que a realizou no Marrocos.
"De fato, mentalmente, no momento em que sente o desejo de dar um passo deste tipo, já está na outra parte, já é outra pessoa... não sei como explicar", complementou.
Vladimir Luxuria, nome artístico de Wladimiro Guadagno, se tornou famoso como animador de uma discoteca destinada ao público homossexual. Ele foi o primeiro legislador travesti eleito no país, nas votações de 2006.
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
JUSTIÇA ITALIANA REJEITA RECURSOS PARA PERMITIR CASAMENTO CIVIL GAY
A Corte Constitucional da Itália rejeitou os recursos apresentados pelo Tribunal de Veneza e pela Corte de Apelação de Trento que pediam a ilegitimidade de uma série de artigos do Código Civil que impedem o casamento de pessoas do mesmo sexo.
Segundo informado à ANSA, a Corte considerou infundados os recursos, sendo que os motivos da decisão serão publicados nos próximos dias e escritos pelo juiz Alessandro Criscuolo.
O Tribunal de Veneza e a Corte de Apelação de Trento contataram a Corte Constitucional porque foram requisitados a decidir o caso de três casais gays que tiveram o casamento impedido devido a obstruções judiciais.
De acordo com uma nota da Corte Constitucional, os recursos defendiam que alguns artigos do Código Civil contradizem alguns direitos garantidos pela Constituição, como os previstos nos arrtigos 2 (direitos invioláveis do homem), 3 (princípio de igualdade), 29 (direitos da família como sociedade natural fundada no matrimônio) e 117 (direito comunitário e as obrigações internacionais).
Nos últimos dias, os advogados dos casais haviam pedido uma "resposta corajosa" da Corte, que permitiria o matrimônio.
(ANSA)
Segundo informado à ANSA, a Corte considerou infundados os recursos, sendo que os motivos da decisão serão publicados nos próximos dias e escritos pelo juiz Alessandro Criscuolo.
O Tribunal de Veneza e a Corte de Apelação de Trento contataram a Corte Constitucional porque foram requisitados a decidir o caso de três casais gays que tiveram o casamento impedido devido a obstruções judiciais.
De acordo com uma nota da Corte Constitucional, os recursos defendiam que alguns artigos do Código Civil contradizem alguns direitos garantidos pela Constituição, como os previstos nos arrtigos 2 (direitos invioláveis do homem), 3 (princípio de igualdade), 29 (direitos da família como sociedade natural fundada no matrimônio) e 117 (direito comunitário e as obrigações internacionais).
Nos últimos dias, os advogados dos casais haviam pedido uma "resposta corajosa" da Corte, que permitiria o matrimônio.
(ANSA)
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quarta-feira, 24 de março de 2010
Casamento gay: decisão foi adiada
Os juízes constitucionais reunidos ontem na Câmara do Conselho decidirão a questão do casamento gay depois da Páscoa.
A discussão no Tribunal Constitucional sobre a legitimidade dos artigos do Código Civil que impedem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, nem começou posto que os juízes tiveram que tratar outras questões.
Quem trouxe o assunto ao Supremo Tribunal foram as sentenças do Tribunal de Veneza e da Corte de Apelações de Trento sobre o caso de três casais gay, que foram impedidos pelo oficial de justiça de prosseguir com a publicação da cerimônia.
Nos dois processos se assume o contraste entre os artigos do Código Civil sobre o casamento e os artigos da Constituição de números 2 (direitos invioláveis do homem), 3 (igualdade entre os cidadãos), 29 (direitos da família como sociedade natural fundada no casamento) e no 117, primeiro parágrafo (direito comunitário e obrigações internacionais).
Os queixosos alegam que não existiria a proibição para o casamento entre pessoas do mesmo sexo e que portanto tal proibição viola o princípio da igualdade e contraria as normas da UE. Não só isso, haveria um tratamento desigual mesmo entre homossexuais e transexuais, pois a estes últimos - após a mudança de sexo, se permite o casamento entre pessoas de mesmo sexo original. (ANSA)
A discussão no Tribunal Constitucional sobre a legitimidade dos artigos do Código Civil que impedem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, nem começou posto que os juízes tiveram que tratar outras questões.
Quem trouxe o assunto ao Supremo Tribunal foram as sentenças do Tribunal de Veneza e da Corte de Apelações de Trento sobre o caso de três casais gay, que foram impedidos pelo oficial de justiça de prosseguir com a publicação da cerimônia.
Nos dois processos se assume o contraste entre os artigos do Código Civil sobre o casamento e os artigos da Constituição de números 2 (direitos invioláveis do homem), 3 (igualdade entre os cidadãos), 29 (direitos da família como sociedade natural fundada no casamento) e no 117, primeiro parágrafo (direito comunitário e obrigações internacionais).
Os queixosos alegam que não existiria a proibição para o casamento entre pessoas do mesmo sexo e que portanto tal proibição viola o princípio da igualdade e contraria as normas da UE. Não só isso, haveria um tratamento desigual mesmo entre homossexuais e transexuais, pois a estes últimos - após a mudança de sexo, se permite o casamento entre pessoas de mesmo sexo original. (ANSA)
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Morre Brenda, Travesti que abalou a Itália
"Brenda" foi encontrado morto, nesta sexta feira(20) com marcas de estrangulamento, no apartamento onde morava .
"Ele" foi um dos travestis brasileiros envolvidos no escândalo que culminou com a renúncia do presidente(governador) da Região de Lázio Piero Marazzo em outubro deste ano.
A Policia Italiana trabalha com a hipótese de Homicidio doloso.
O Blog do Ricky na Itália noticiou o fato à época.
Relembre os fatos Aqui
Do Blog do Ricky - Sem Mais Delongas
"Ele" foi um dos travestis brasileiros envolvidos no escândalo que culminou com a renúncia do presidente(governador) da Região de Lázio Piero Marazzo em outubro deste ano.
A Policia Italiana trabalha com a hipótese de Homicidio doloso.
O Blog do Ricky na Itália noticiou o fato à época.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Presidente da região italiana de Lazio sai após suposto vídeo com transexual
Piero Marrazzo teria sido chantageado por policiais, diz investigação.
Um dos envolvidos no caso seria brasileiro, segundo jornais italianos.
O presidente (governador) da região italiana de Lazio, Piero Marrazzo, demitiu-se nesta terça-feira (27) depois que foi revelado na semana passada um vídeo em que supostamente aparece em atitude carinhosa com um transexual.
Quatro policiais teriam chantageado o político por conta do vídeo, gravado em julho em um apartamento na capital italiana, Roma, que fica na região de Lazio. Os quatro estão presos.
Segundo a imprensa local, um dos transexuais envolvidos no escândalo seria brasileiro e se chamaria Brenda.
Marrazzo, de 51 anos, é casado, tem três filhas, e pertence ao Partido Democrata, que faz oposição ao governo de centro-direita do premiê Silvio Berlusconi.
Em texto divulgado na internet, Marrazzo diz que a situação tornou sua permanência no cargo insustentável.
"Minha condição pessoal de extremo sofrimento faz com que minha permanência à frente da região não seja mais útil para os cidadão de Lazio", diz o comunicado.
Ele disse que sua renúncia era "final e irrevogável". Ele também disse que sempre agiu "pelo bem dos cidadãos", mesmo tendo cometido "erros pessoais" em sua vida privada.
No sábado, Marrazzo havia deixado o posto provisoriamente nas mãos do vice Esterino Montino.
O escândalo veio à tona depois da prisão dos quatro policiais militares que teriam pedido a Marrazzo 80 mil euros para não divulgar o vídeo, que ainda não veio a público.
Os policiais defenderam-se negando a chantagem e dizendo que foi o político quem lhes ofereceu dinheiro.
As autoridades estão investigando se realmente houve pagamento.
Agora, Marrazzo, que deve formalmente continuar no cargo, tem 90 dias para chamar novas eleições. A campanha eleitoral deve durar 45 dias.
Um dos envolvidos no caso seria brasileiro, segundo jornais italianos.
O presidente (governador) da região italiana de Lazio, Piero Marrazzo, demitiu-se nesta terça-feira (27) depois que foi revelado na semana passada um vídeo em que supostamente aparece em atitude carinhosa com um transexual.
Quatro policiais teriam chantageado o político por conta do vídeo, gravado em julho em um apartamento na capital italiana, Roma, que fica na região de Lazio. Os quatro estão presos.
Segundo a imprensa local, um dos transexuais envolvidos no escândalo seria brasileiro e se chamaria Brenda.
Marrazzo, de 51 anos, é casado, tem três filhas, e pertence ao Partido Democrata, que faz oposição ao governo de centro-direita do premiê Silvio Berlusconi.
Em texto divulgado na internet, Marrazzo diz que a situação tornou sua permanência no cargo insustentável.
"Minha condição pessoal de extremo sofrimento faz com que minha permanência à frente da região não seja mais útil para os cidadão de Lazio", diz o comunicado.
Ele disse que sua renúncia era "final e irrevogável". Ele também disse que sempre agiu "pelo bem dos cidadãos", mesmo tendo cometido "erros pessoais" em sua vida privada.
No sábado, Marrazzo havia deixado o posto provisoriamente nas mãos do vice Esterino Montino.
O escândalo veio à tona depois da prisão dos quatro policiais militares que teriam pedido a Marrazzo 80 mil euros para não divulgar o vídeo, que ainda não veio a público.
Os policiais defenderam-se negando a chantagem e dizendo que foi o político quem lhes ofereceu dinheiro.
As autoridades estão investigando se realmente houve pagamento.
Agora, Marrazzo, que deve formalmente continuar no cargo, tem 90 dias para chamar novas eleições. A campanha eleitoral deve durar 45 dias.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Manifestação contra homofobia reúne milhares na capital italiana
Jovem gay agredido em agosto estava entre participantes.
Ministra anunciou campanha contra homofobia nos meios de comunicação.
Milhares de pessoas - 50 mil, segundo os organizadores - protestaram neste sábado (10) pelo centro de Roma contra a homofobia e para exigir igualdade, em uma marcha convocada pelo movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais).
Um grande cartaz, no qual se podia ler a mensagem "livres e iguais em dignidade e direitos", carregado entre outros pelos ex-deputados e dirigentes do movimento homossexual italiano Vladimir Luxuria e Franco Grillini, abriu a manifestação, que fez um percurso da Praça da República até a Praça Veneza, no centro da cidade.
Durante a manifestação, Dino, um jovem que em agosto foi agredido nas imediações do centro recreativo Gay Village, em Roma, disse que os homossexuais querem caminhar pelas ruas "seguros" e querem levar "uma vida normal", e pediu aos governantes que destinem um fundo para as vítimas da homofobia.
Outros homossexuais disseram que tinham viajado até Roma de outras cidades para dizer "não" à "onda de violência" contra os gays e para reivindicar a liberdade para poderem caminhar e se beijar nas ruas, "o que agora não podemos fazer porque temos medo", segundo um deles.
Durante o comício, foi transmitida uma mensagem da ministra de Igualdade de Oportunidades, Mara Carfagna, de que o Executivo está junto com os gays, lésbicas e transexuais na luta contra a intolerância e a discriminação.
"Vocês não estão sós nessa batalha. Minha vontade é de lutar contra a discriminação, em todas as suas formas e onde houver", dizia a mensagem, na qual acrescentou que está sendo discutida no Governo uma lei mais severa para os crimes cometidos por motivos discriminatórios.
A ministra também anunciou uma campanha nos meios de comunicação contra a homofobia e todas as formas de intolerância.
Informações da EFE
Ministra anunciou campanha contra homofobia nos meios de comunicação.
Milhares de pessoas - 50 mil, segundo os organizadores - protestaram neste sábado (10) pelo centro de Roma contra a homofobia e para exigir igualdade, em uma marcha convocada pelo movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais).
Um grande cartaz, no qual se podia ler a mensagem "livres e iguais em dignidade e direitos", carregado entre outros pelos ex-deputados e dirigentes do movimento homossexual italiano Vladimir Luxuria e Franco Grillini, abriu a manifestação, que fez um percurso da Praça da República até a Praça Veneza, no centro da cidade.
Durante a manifestação, Dino, um jovem que em agosto foi agredido nas imediações do centro recreativo Gay Village, em Roma, disse que os homossexuais querem caminhar pelas ruas "seguros" e querem levar "uma vida normal", e pediu aos governantes que destinem um fundo para as vítimas da homofobia.
Outros homossexuais disseram que tinham viajado até Roma de outras cidades para dizer "não" à "onda de violência" contra os gays e para reivindicar a liberdade para poderem caminhar e se beijar nas ruas, "o que agora não podemos fazer porque temos medo", segundo um deles.
Durante o comício, foi transmitida uma mensagem da ministra de Igualdade de Oportunidades, Mara Carfagna, de que o Executivo está junto com os gays, lésbicas e transexuais na luta contra a intolerância e a discriminação.
"Vocês não estão sós nessa batalha. Minha vontade é de lutar contra a discriminação, em todas as suas formas e onde houver", dizia a mensagem, na qual acrescentou que está sendo discutida no Governo uma lei mais severa para os crimes cometidos por motivos discriminatórios.
A ministra também anunciou uma campanha nos meios de comunicação contra a homofobia e todas as formas de intolerância.
Informações da EFE
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