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domingo, 16 de maio de 2010

Itália conduz 'batalha' para que Battisti cumpra pena

O chanceler italiano, Franco Frattini, afirmou ontem que o governo de seu país está "conduzindo uma batalha" para que o ex-ativista de esquerda Cesare Battisti "possa finalmente cumprir a pena à qual ele foi sentenciado".

Battisti foi condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana por quatro homicídios cometidos na década de 1970.

No Brasil desde 2007, ele recebeu do governo brasileiro o status de refugiado político no último ano. Ainda em 2009, o seu caso foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que se posicionou a favor da extradição, como requere o Estado italiano.

Na época, o Supremo decidiu ainda será o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quem dará o parecer final sobre o destino do ex-integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).
Frattini declarou ainda que os que cometeram crimes "devem ser entregues às autoridades", enfatizando que os "os anos de chumbo ainda estão muito próximos", pois, segundo ele, "aqueles que mataram dão aulas como mestres ou professores, sem pagar as contas com um passado que vê as vítimas do terrorismo pedirem justiça".

O ministro falou sobre o caso de Cesare Battisti nesta quinta-feira durante a premiação Carlo Casalegno, distinção que recorda o repórter do jornal La Stampa, assassinado pelas Brigadas Vermelhas em 1976.
O italiano, por sua vez, aguarda a decisão de Lula no presídio da Papuda, em Brasília.

(ANSA)

sábado, 24 de abril de 2010

Brasil-Itália: a decisão sobre Battisti

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, em visita à Itália, afirmou hoje que a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso do ex-ativista Cesare Battisti, originário desse país europeu, deverá ser anunciada "em até 30 dias".
Jobim falou sobre o tema ao participar em Pisa (região do centro da Itália) das homenagens à Força Expedicionária Brasileira (FEB), cujos pracinhas atuaram na Segunda Guerra Mundial.

Condenado pela Justiça da Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, Battisti, ex-membro do grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), foi detido no Brasil em 2007.

No início de 2009, ele recebeu o status de refugiado do então ministro da Justiça, Tarso Genro, mas em novembro do mesmo ano o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por sua extradição, como solicita o Estado italiano.
Ao emitir sua sentença, o STF determinou ainda que o parecer final caberia a Lula.

Atualmente no presídio da Papuda, em Brasília, o ex-militante do PAC aguarda o pronunciamento do presidente.
Lula se pronunciaria depois da publicação do acórdão, a declaração formal com o resultado do julgamento, que saiu no último dia 16. Agora, o mandatário aguarda a análise da Advocacia Geral da União (AGU).

ANSA)

sábado, 17 de abril de 2010

Caso Battisti: agora Lula já pode decidir

O presidente brasileiro Lula da Silva já pode decidir se concede ou não a extradição à Itália de Cesare Battisti.
O Supremo Tribunal Federal (STF) de Brasília publicou o texto da sentença com a qual, há alguns meses, determinou a extradição, precisando que a decisão sobre o destino do ex-militante da extrema-esquerda estava agora nas mãos do chefe de Estado.

No encontro de segunda-feira (12) em Washington - que resultou em um acordo estratégico de parceria entre Brasil e Itália, Lula disse ao premier italiano Silvio Berlusconi que aguardava justamente as motivações do Supremo sobre a sentença favorável à extradição de Battisti para tomar sua decisão.

O ex-militante do grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) aguarda a decisão no presídio de Papuda, em Brasília, depois que o ministro da Justiça Tarso Genro lhe concedeu asilo político (em janeiro de 2009).

Há um mês o Tribunal do Rio de Janeiro condenou Battisti a dois anos de prisão - que pode cumprir em liberdade condicional - pelo uso de passaporte falso quando entrou no país sul-americano.
Battisti foi condenado a duas prisões perpétuas na Itália por quatro homicídios cometidos nos anos 70, e o governo de Roma solicita a Brasília sua extradição. (ANSA)