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terça-feira, 6 de abril de 2010

RECONSTRUÇÃO DE L'AQUILA LEVARÁ DE SETE A OITO ANOS

A capital do Abruzzo, L'Aquila, poderá ser reconstruída em sete ou oito anos, desde que se trabalhe sem parar, afirma o chefe da Defesa Civil da Itália, Guido Bertolaso.
Com a premissa de que o esforço inicial se concentrou "na construção de habitações para acomodar todos dignamente", Bertolaso também destacou que "para que a reconstrução seja bem feita, deve haver um grande comprometimento, uma grande capacidade de programação e planejamento, além de trabalhar incansavelmente, sem parar".
Quanto ao dinheiro, "é importante gastá-lo bem e com transparência".

POLÍTICOS CUMPRIMENTAM PREFEITO LOCAL -
Autoridades políticas italianas enviaram condolências às famílias das vítimas do terremoto de 5,8 graus na escala Richter que atingiu a região de Abruzzo, no centro do país, há exatamente um ano.
"Por ocasião do primeiro aniversário do trágico evento sísmico que atingiu o Abruzzo, desejo expessar minha proximidade às famílias das pessoas que perderam a vida", disse o presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Gianfranco Fini.
Em uma mensagem enviada a Franco Gabrielli, prefeito de L'Aquila, que foi o epicentro do tremor, o deputado manifestou o desejo de que "todo o país, instituições e sociedade civil, prossigam na função de defender com todos os meios a continuidade das obras de reconstrução das zonas atingidas e o retorno à normalidade".
O presidente do Senado italiano, Renato Schifani, também enviou um telegrama ao prefeito, ressaltando que "o susto daqueles dias [posteriores ao terremoto, ndr.] está intacto em nossa memória".
"Há um ano do terremoto que feriu o Abruzzo na terrível noite entre 5 e 6 de abril de 2009, desejo renovar a proximidade, a minha pessoal e a de todos os colegas senadores, à população atingida, junto com as profundas condolências para os que perderam a vida no sismo".

Desde ontem (5), expoentes políticos italianos relembram o trágico terremoto, que deixou cerca de 300 mortos, 1.600 feridos e 50 mil desabrigados.
Nesta madrugada, aproximadamente 25 mil pessoas se reuniram na praça do Duomo, em L'Aquila, e caminharam pela cidade carregando tochas, velas e luzes para relembrar as vítimas do tremor.
Durante a cerimônia, um abalo de 2,2 graus de magnitude foi sentido na província de L'Aquila - que abriga o município homônimo, com epicentro entre as cidades de Barete, Cagnano Amiterno, Capitignano e Pizzoli, a uma profundidade de 12 quilômetros.

Até o fim do dia, estão programados outros eventos para relembrar o sismo, como uma missa na igreja de Santa Maria, às 17h30 locais (12h30 no horário de Brasília), que contará com a presença do chefe da Defesa Civil italiana, Guido Bertolaso.
Também haverá uma convenção sobre a reconstrução do país, organizada em colaboração com a Embaixada alemã na Itália, e uma apresentação sobre o projeto para erguer a "Igreja da Ressurreição", dedicada às vítimas. (ANSA)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

TERREMOTO REVELA TESOUROS ESCONDIDOS

Depois de Onna, L'Aquila e Coppito agora outra igreja das regiões prejudicadas pelo terremoto de 6 de abril de 2009 continuam a revelar tesouros escondidos.

A última descoberta foi feita em Santa Maria delle Grazie, em Rosciolo, no município de Magliano dei Marsi (L'Aquila), igreja que sofreu poucos danos e onde, no curso dos trabalhos de restauração e reforço da estrutura - realizados pela equipe do vice-comissário delegado para a tutela dos Bens Culturais, Luciano Marchetti, se descobriram dois preciosos afrescos representando as figuras de São Sebastião e São Leonardo.

Na parede esquerda da igreja, sob a terceira nave, afloraram sob o revestimento estas duas figuras que cobrem uma área de 3.50 metros quadrados. As pinturas são muito bem feitas e estão quase intactas, não fosse a presença de algumas ranhuras principalmente na imagem de São Sebastião. Quanto à datação, a hipótese mais provável fixa a criação em fins do século XV.

"Logo após a descoberta e a remoção do reboco que escondia as pinturas - informa a Defesa Civil - foi feita a intervenção de consolidação com o auxílio de placas à base de fibras de celulose".
"Outros fragmentos de afrescos e decorações foram recuperados na mesma área da igreja, entre os quais uma sugestiva gravação que remonta a 1559, provavelmente feita por algum fiel que queria deixar a própria assinatura".

"Como para outras descobertas - explica Marchetti - também estes dois maravilhosos afrescos voltaram à vida graças aos trabalhos de consolidação feitos após os eventos sísmicos que abalaram o território de L'Aquila, no Abruzzo. Uma descoberta que acrescentará muito à história riquíssima desta igreja maravilhosa e que, de algum modo, compensa os danos e as perdas ao patrimônio cultural que um terremoto sempre comporta".

 (ANSA)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Identificado primeiro corpo de uma italiana vitima do terremoto no Haiti

Gigliola Martino, de 70 anos, é a primeira italiana que teve sua morte confirmada na capital do Haiti, Porto Príncipe, devastada na terça-feira por um terremoto de 7 graus na escala Richter.

A informação foi divulgada pelo jornal on-line La Gente d'Italia, dirigido pelo cônsul honorário do Haiti na Itália, Mimmo Porpiglia. O ministério das Relações Exteriores informou que tem relatos diretos da morte da italiana e que agora faz "verificações formais", para então confirmar a notícia.

Filha de italianos e nascida em Porto Príncipe, Martino era "muito conhecida na comunidade francesa e haitiana", informou a publicação.

"Uma italiana verdadeira que continuava a falar a língua de Dante [Alighieri] e que ainda fazia o macarrão em casa", relata o jornal do cônsul haitiano, acrescentando que Martino "morreu no único hospital da capital não atingido pelo tremor".

A italiana é uma "expoente de uma das duas famílias de italianos mais importantes da ilha caribenha: os Caprio e os Martino, que estão presentes no Haiti há mais de um século".
Hoje, o ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, anunciou que um navio de seu país poderá ir ao Haiti para auxiliar no socorro às vítimas do tremor de terra.

"Tenho em mente e proporei hoje ao presidente do Conselho de Ministros, Silvio Berlusconi] a possibilidade de enviar também uma embarcação que, em uma situação do gênero, será extremamente útil. Nós estamos prontos", assegurou o ministro.

La Russa exaltou também a eficácia do socorro italiano enviado ao país caribenho. "Fomos os primeiros a viajar com uma unidade hospitalar móvel e acredito que é possível e necessário fazer mais para estarmos próximos a quem neste momento está sofrendo", enfatizou.

A Itália já enviou dois aviões ao Haiti levando, além do hospital de campanha, mantimentos e uma equipe de apoio para fazer uma avaliação da situação logística e definir a melhor forma de ajuda a ser enviada nos próximos dias.

A ONU estima que 300 mil pessoas estejam desabrigadas na capital. O presidente do Haiti, René Preval, afirmou que entre 30 mil e 50 mil pessoas teriam morrido devido ao abalo sísmico.

(ANSA)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Dezenas de Italianos estão desaparecidos no Haiti, diz ministério

O chanceler da Itália, Franco Frattini, afirmou hoje que dezenas de italianos que vivem no Haiti ainda não entraram em contato com seus familiares após o terremoto de 7 graus na escala Richter que devastou a nação caribenha.

"Não temos notícias positivas, dezenas de pessoas não respondem às chamadas", informou Frattini, que está em Addis Abeba, capital da Etiópia, onde realiza um giro por países da África.
Até a manhã de hoje, o Ministério das Relações Exteriores havia entrado em contato com 80 italianos no Haiti. Há registros de que 190 cidadãos do país europeu estariam na nação caribenha.
O chefe da Unidade de Crise da Chancelaria italiana, Fabrizio Romano, explica que muitos italianos podem ter deixado o Haiti, ao passo que outros podem ter entrado no país antes do terremoto sem informar às autoridades.

Com isso, é impossível determinar com precisão quantos italianos se encontravam na nação caribenha no momento do abalo sísmico que devastou a capital Porto Príncipe.
Nesta manhã, Frattini comentou também que a equipe de ajuda humanitária enviada ao Haiti está preparada para o socorro às vítimas. "Cada um deve saber o que fazer e onde", disse. O ministro das Relações Exteriores explicou também que a ONU possui "uma forte coordenação" no Haiti.

Frattini explicou que a União Europeia (UE) "estabeleceu uma conexão constante com todos os países, inclusive a Itália". Além disso, a Unidade de Crise da Chancelaria do país europeu acompanha 24 horas por dia a situação no Haiti.

"Destinamos ajudas ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e ao Programa Alimentar Mundial. São os únicos modos para nos coordenarmos melhor. Não se pode fazer cada um por si. A coordenação europeia foi criada justamente com esse espírito", esclareceu o diplomata.

O Falcon da Aeronáutica italiana com ajuda humanitária partiu ontem do aeroporto militar de Roma, levando a bordo uma equipe de apoio que fará uma verificação das condições logísticas e de segurança no Haiti para o sucessivo envio de ajudas às populações atingidas pelo terremoto.

O avião está agora nas Ilhas Bermudas e deve aterrissar em Porto Príncipe nas próximas horas. Também deve partir hoje de Pisa um Hércules C-130 da Aeronáutica que levará mais ajuda humanitária e uma unidade hospitalar móvel.

O terremoto de terça-feira devastou a capital haitiana e fez desmoronar a sede do governo local, o prédio do Parlamento e o Palácio da Justiça. Ainda não há informações oficiais, mas o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, disse ontem que mais de 100 mil pessoas podem ter morrido.

 (ANSA)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Itália promete ajudar "concretamente" as vítimas do terremoto no Haiti

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, assegurou hoje que o governo de seu país ajudará "concretamente" as vítimas do tremor de terra de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti na tarde de ontem.

"A Itália não poupará esforços para estar concretamente próxima ao povo do Haiti e, naturalmente, aos italianos presentes na área atingida pelo terremoto", disse à ANSA o chefe da diplomacia italiana assim que foi informado sobre a intensidade do abalo sísmico.

"Estou profundamente próximo ao povo do Haiti, tão fortemente atingido por essa terrível catástrofe", enfatizou Frattini, que está em Addis Abeba, capital da Etiópia, onde dá prosseguimento nesta quarta-feira ao seu giro pela África.

O tremor de ontem foi seguido por duas réplicas de intensidades 5,9 e 5,5 graus. O epicentro do terremoto foi registrado em terra firme, a 15 quilômetros da capital Porto Príncipe. O tremor principal foi registrado às 16h53 locais (19h53 no horário de Brasília).

O abalo sísmico fez desmoronar o Palácio Nacional, sede do governo do Haiti, e os prédios que abrigavam os ministérios das Finanças, dos Trabalhos Públicos e da Comunicação e Cultura. Também viraram escombros o Palácio da Justiça, a Escola Normal Superior, a sede do Parlamento e a catedral de Porto Príncipe.

Desde junho de 2004, o Brasil lidera um contingente de 7 mil soldados de uma missão internacional de paz da ONU no país. Ao todo, 1.266 militares, e entre 50 e 60 civis brasileiros estão no Haiti.
Em um comunicado divulgado ontem, o ministro da Defesa Nelson Jobim "exortou os militares brasileiros presentes naquele país a fazerem todo o esforço possível para minorar o sofrimento da população local".
O informe do Ministério da Defesa informou também que algumas das instalações utilizadas pelas tropas brasileiras sofreram danos materiais.

Diversos bairros da capital Porto Príncipe ficaram cobertos por uma espessa nuvem de fumaça até muitas horas após o terremoto, segundo relatos de habitantes locais. Até o momento, não há informações oficiais sobre número de mortos, feridos e desabrigados. Com uma renda per capita anual de US$ 1.300, o Haiti é considerado o país mais pobre do Hemisfério Ocidental e ocupa a 203ª posição em grau de pobreza entre os 229 países do mundo.

(ANSA)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Berlusconi faz 73 anos e entrega casas a desabrigados por terremoto na Itália

Premiê inaugurou 400 novas residências em Abruzzo.
Ele disse que não se irrita com os ataques de seus adversários
.

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, comemorou nesta terça-feira (29 seu 73º aniversário na região italiana de Abrozzo, entregando as chaves das casas construídas para os desabrigados pelo terremoto que devastou o centro do país em abril e causou 299 mortes.



Berlusconi, que no dia 15 de setembro foi à cidade de Onna para entregar 94 casas aos afetados pelo terremoto, foi desta vez a L'Aquila, para entregar 400 casas no novo bairro de Bazzano.



Acompanhado por várias câmeras que foram instaladas dentro de uma das casas, Berlusconi visitou alguns dos imóveis juntos com seus novos moradores.

Em um momento espontâneo, pelos quais Berlusconi é famoso por suas respostas, uma moradora de L'Aquila disse ao primeiro-ministro que não se irritasse com "seus adversários" e recebeu a resposta: "Eu, irritado? Não, são eles que se irritam comigo".


Efe de Roma

sábado, 18 de abril de 2009

Tremor de 3,8 graus na escala Richter volta a sacudir Itália

Roma, 18 abr (EFE).- Um terremoto de 3,8 graus na escala Richter foi registrado hoje na região de Abruzzo, no centro da Itália, onde a terra não para de tremer desde que, em 6 de abril, um grande tremor matou 295 pessoas.

Segundo o Instituto de Geologia e Vulcanologia da Itália (INGV), o terremoto deste sábado aconteceu às 11h05 (6h05 de Brasília), e seu epicentro foi localizado no distrito sísmico de Gran Sasso, também em Abruzzo.

Ontem, às 14h38 (9h38 de Brasília), um tremor de 2,4 graus na escala Richter já tinha sacudido a região, da qual aproximadamente 58 mil pessoas foram retiradas.

Apesar de a terra não parar de tremer, as vistorias nos edifícios afetados pelos terremotos em Abruzzo continuam. Até o momento, técnicos já visitaram cerca de 4,3 mil construções.

Dos prédios vistoriados, 57% foram considerados habitáveis, 20% terão que passar por pequenos reparos, 3% estão parcialmente inabitáveis e 2% foram declarados temporariamente inabitáveis e terão que ser submetidos a análises mais detalhadas.

Já os edifícios restantes são totalmente inabitáveis, segundo as visitas feitas por 495 equipes de reconhecimento.

EFE

terça-feira, 14 de abril de 2009

Berlusconi diz "que agora começa a fase de reconstruçao"

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmou neste domingo, 12, que terminou a fase emergencial na região de Abruzzo, devastada por um terremoto no último dia 6, e agora começa a fase de reconstrução.

Até o momento, pouco antes do fim das buscas -- marcados para o fim das celebrações pascais (que terminam na próxima segunda-feira) e que oficialmente continuam até o prazo estipulado, foram encontradas 294 vítimas fatais sob os escombros.

Em consequência dos novos tremores, cerca de 100 desde o primeiro, subiu também o número de desabrigados. Mais de 3.800 perderam suas casas nos últimos dias na cidade de L'Aquila, onde foi registrado o epicentro do primeiro tremor, e também em outras localidades da região.

Hoje, ao visitar a região, onde acompanhou a celebração da Páscoa, o premier italiano afirmou que, com o fim das buscas entre os escombros "sairemos da fase de emergência" e, agora, "passaremos à segunda fase, a de assistência aos desabrigados".

Em uma coletiva de imprensa oferecida no local, Berlusconi afirmou que cerca de 55 mil desabrigados já foram socorridos, destes 21.899 foram levados a hotéis de Teramo, Pescara, Chieti e Ascoli Piceno e outros 33.306 estão nas 106 barracas montadas na região.

"Em toda a região de Abruzzo se desenvolveu uma atmosfera de solidariedade grandemente extraordinária", continuou o primeiro-ministro, ao agradecer o trabalho dos 12.052 bombeiros, policiais e voluntários que trabalham nas buscas e assistência às vítimas.

Entre as prioridades na fase de reconstrução da região, Berlusconi assinalou "o impulso econômico", que será possível com "as atividades comerciais e com as fábricas e laboratórios" que serão instalados.

Sobre as responsabilidades pelos desabamentos na cidade de L'Aquila, o primeiro-ministro afirmou que "a justiça irá investigar, mas nós não devemos nos concentrar sempre no passado, mas sim, devemos olhar para o futuro".

Berlusconi também prometeu que serão revisadas as normas anti-sísmicas para que estas sejam inflexíveis. "Para reconstruir, poderemos utilizar as tecnologias mais avançadas para que as casas sejam 100% seguras", disse.

Pela manhã, Berlusconi assistiu a missa pascal celebrada pelo bispo de L'Aquila, Giuseppe Molinari, no centro de coordenação de socorro às vítimas, instalado na cidade.

O bispo, por sua parte, se dirigiu ao premier e afirmou: "Estamos seguros de que cumprirá todos os compromissos assumidos com os cidadãos de Abruzzo e nós rezamos por isto".

"Ouvimos repetidas vezes seu compromisso pela reconstrução. Sei que é um compromisso sincero, assumido perante toda a cidade, a Itália e o mundo, e estamos seguros de que o manterá", acrescentou Molinari, que também agradeceu a atuação do chefe da Defesa Civil, Guido Bertolaso, e a todos os voluntários "que nos trouxeram amor". (ANSA)


Fonte: ANSA.it

sábado, 11 de abril de 2009

Tremores continuam na Itália, com saldo de 292 mortos

Roma, 11 abr (EFE).- Os tremores de terra continuam, mas com menor intensidade, na região central italiana de Abruzzo, onde continuam os trabalhos entre os escombros em busca de algum sobrevivente ou para retirar novos cadáveres, além das 292 vítimas fatais registradas até agora, com a descoberta hoje de dois corpos.

Um dia depois do funeral de Estado realizado em L'Aquila, o prefeito de L'Aquila, Franco Gabrielli, pediu hoje às pessoas que, nas comemorações da Páscoa, não vão à cidade.

"Não venham a L'Aquila, aqui, continua-se trabalhando. Deixem as ruas livres", disse Gabrielli, acrescentando que os moradores da capital de Abruzzo agradecem a solidariedade, mas que não é o momento de "turismo solidário nem de excursões", já que o trabalho ainda não acabou".

"Os bombeiros, a Defesa Civil e outras forças precisam de espaço e do caminho livre", disse.

A Polícia Rodoviária também pediu que as pessoas não viajem à área do terremoto, a cerca de 80 quilômetros de Roma, se não for estritamente necessário.

Em L'Aquila e nas localidades atingidas, continuam os trabalhos de escavação em meio às ruínas, muitas casas correm o risco de desabar e algumas estradas locais seguem bloqueadas, enquanto os tremores não param, embora de menor intensidade que o de 5,8 graus na escala Richter registrado na segunda-feira.

Hoje, houve três abalos de magnitude de entre 3,3 e 3,2 graus Richter, que voltaram a espalhar pânico entre os moradores de L'Aquila, Pizzoli, Fossa e Collimento, localidades entre as quais foi localizado o epicentro.

Em meio aos tremores, os bombeiros resgataram hoje os cadáveres de uma idosa e de uma mulher de cerca de 50 anos em meio aos escombros de uma casa do centro de L'Aquila, o que eleva o número provisório de vítimas para 292, informou a Defesa Civil.

As vítimas moravam em um imóvel em frente à Casa do Estudante, residência estudantil que desabou, matando vários estudantes, e que se transformou em um dos símbolos do terremoto.

Os bombeiros buscam entre as ruínas um rapaz de 17 anos, filho da mulher de aproximadamente 50 anos.

Com o passar das horas, as esperanças de encontrar pessoas com vida sob os escombros vão diminuindo, levando em conta, entre outros, o frio que faz à noite em L'Aquila.

O presidente do Senado, Renato Schifani, visitou L'Aquila hoje para ver as áreas atingidas e passar o dia com os desabrigados, que estão em centenas de tendas de campanhas instaladas nos arredores da cidade.

A tensão entre os hospedados nas "tendópolis", como foram já batizadas, aumenta com o passar das horas, e hoje uma médica voluntária repreendeu Schifani, afirmando que as pessoas já estão cansadas de tantas visitas de políticos, enquanto vivem em péssimas condições, sem calefação e com banheiros que não funcionam.

Nas "tendópolis" começam, no entanto, os preparativos da Páscoa, data muito festejada pelos italianos, e em algumas tendas estão sendo colocados altares para celebrar amanhã a missa do Domingo da Ressurreição.

Muitas pessoas compraram a tradicional colomba pascal para distribuir entre as crianças.

O papa Bento XVI, informou o Vaticano, mandou ao arcebispo de L'Aquila, Giuseppe Molinari, uma quantia não informada de dinheiro para ajudar os desabrigados, assim como 500 ovos de Páscoa, material litúrgico e cálices para as missas.

O procurador de L'Aquila, Alfredo Rossini, pediu hoje que os agentes da Carabinieri realizem, junto com técnicos, os primeiros estudos para verificar com que materiais foram construídas as casas que desabaram.

Paolo Buzzetti, presidente de uma associação nacional de construtores, disse à imprensa local que, se o cimento armado usado estivesse nas normas, deveria ter resistido ao tremor.

O engenheiro Paolo Clemente, da Defesa Civil, disse à imprensa local que o cimento utilizado em alguns edifícios não era de qualidade, e denunciou que alguns "maus" construtores utilizam areia de praia, que custa muito menos que a areia de construção.

Clemente especificou que o problema desse uso é que, "além das impurezas que apresenta, é uma areia cheia de cloreto, que, com o passar do tempo, corrói o ferro".

Além de edifícios, o terremoto também causou danos ao setor agrícola, que foram avaliados hoje por uma associação de agricultores em 100 milhões de euros.

Novo tremor atinge Itália após missa pela morte de 290

Novo tremor de terra atingiu a região de Abruzzo, na Itália, às 21h07 desta sexta-feira (16h07 em Brasília), conforme o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia daquele país. O último tremor teve 3,1 graus de magnitude na escala de Richter e epicentro entre as localidades de Áquila, Pizzoli e Collimento.

Essa foi a última das diversas réplicas registradas desde o grande terremoto que atingiu a mesma região na madrugada desta segunda-feira (6) e que chegou a 5,8 graus na escala Richter. De acordo com o sismólogo Thomas Brown, do Instituto Nacional italiano, novas réplicas poderão ser registrados por vários meses.

Nesta sexta-feira, milhares de pessoas compareceram a uma missa de corpo presente que foi feita com a bênção do papa, Bento 16, perto de Áquila, para homenagear as 290 mortos deixados pela tragédia. Sob forte sol, familiares e amigos das vítimas abraçavam os caixões dos seus entes queridos enquanto eram afastados por voluntários.

"Não podia deixar de vir em um momento tão difícil. Vim de Macerata para expressar minha solidariedade às vítimas. Infelizmente, esta será uma Sexta-Feira Santa especial para as pessoas daqui", explicou o padre Felice Prosperi.

A cerimônia sóbria e intensa, à qual assistiram a maiores autoridades do país e foi presidida pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, foi marcada por longos --e tristes-- minutos de silêncio. "Perdemos amigos, colegas, vizinhos, muita gente que conhecia desapareceu. Isso é uma tragédia", afirmou o prefeito de Áquila, Massimo Caliente, visivelmente esgotado e comovido.

A maioria dos familiares se nega a falar com a imprensa.

Mensagem

O grande terremoto que destruiu o setor medieval de Áquila arrasou também pequenos povoados antigos nas proximidades, de onde chegaram inúmeras pessoas para assistir à cerimônia, como o de Onna, epicentro do tremor, onde 10% da população morreu.

O premiê italiano, Silvio Berlusconi, também presente à missa, colocou suas mansões à disposição das cerca de 28 mil pessoas que perderam suas casas. "Muitos ofereceram as casas para aqueles que ficaram sem teto. Eu também quero fazer isso. Por isso, coloco à disposição minhas residências."

Dos 28 mil desabrigados, 18 mil permanecem instalados em barracas de campanha.

Da Folha On Line com EFE e France Presse

"Fugi descalça para a rua", diz brasileira na Itália;

A brasileira Josianni Teixeira e o marido, Luca Di Giammatteo,


A brasileira Josianni Teixeira, 24, não dorme direito há três dias por medo dos novos tremores que atingem a cidade onde mora, Giulianova, a cerca de 90 km de Áquila, epicentro do grande terremoto de segunda-feira passada (6), que matou ao menos 290 pessoas.

Teixeira contou que um dos piores momentos foi o forte tremor que atingiu a cidade na tarde desta terça-feira (7). Ela conta que, ainda pela manhã, espalhou-se um boato na cidade de que um terremoto forte aconteceria entre às 15h e 18h (10h e 15h no horário de Brasília).

"Eu liguei para as minhas amigas. Era boato, mas era melhor não arriscar. Nós fomos à praia e vimos muitas pessoas nas ruas, até mesmo com seus cachorros. Foi uma cena estranha já que era um dia de trabalho normal", conta.

Quando o horário da previsão passou, Teixeira voltou para casa, tirou os tênis --que colocou para estar preparada para correr-- e deitou no sofá para tentar descansar. "Foi fazer isso, a casa começou a tremer. Eu sai correndo descalça, com o coração acelerado".

Tremores

Teixeira, que vive com o marido, o italiano Luca Di Giammatteo, conta que a cada temor acorda com a cama balançando. "É uma sensação horrível, a casa parece de papel, chacoalha inteira."

"Não esperávamos estes novos tremores tão fortes. Quando aconteceu de novo, todo mundo se deu conta que a situação poderia ficar pior. É muito pânico. Esperamos que não aconteça mais."

Teixeira foi para a Itália há quatro anos, trabalhar como modelo. Hoje, mora com o marido, funcionário da Defesa Civil. "Ele está sempre em Áquila. Fico desesperada. Ele vive em primeira pessoa os tremores de terra", conta Teixeira, acrescentando que liga a cada cinco minutos para o marido.

Promotoria de Áquila investiga uso de material inadequado em prédios

Ideia é entender por que alguns prédios caíram e outros resistiram.
Há rumores sobre o uso de areia de praia em construções italianas.

A promotoria de Áquila abriu uma investigação por "desastre culposo" e pediu à prefeitura da cidade, que foi a mais afetada pelos terremotos desta semana na Itália, dados sobre todos os projetos de construção de casas na região durante os últimos anos, informou o prefeito de Áquila, Massimo Cialente.

"Não conseguimos explicar como algumas casas desabaram e outras não. São casas que, em princípio, não deveriam ter caído. Precisamos saber se foram mal construídas", diz Cialente. O promotor de Áquila, Alfredo Rossini, disse à imprensa local disse que um colégio, um tribunal e um hospital estarão entre os prédios investigados.

Segundo o presidente da Associação Nacional de Construtores, Paolo Buzzetti, "o concreto armado, se as normas de segurança tivessem sido cumpridas, deveria ter resistido" aos tremores de terra. Paolo Clemente, um dos engenheiros da Defesa Civil, chegou a afirmar que "o concreto de alguns edifícios não era de qualidade." Ainda segundo Clemente, algumas das construtoras da região estariam usando areia de praia, que tem muitas impurezas e pode corroer as estruturas de ferro.

Buzzetti afirmou que vai acompanhar as investigações. "Não vamos defender os construtores. Aqueles que erraram vão pagar", disse ele.

Informaçoes da EFE

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Em funeral coletivo, italianos velam corpos de vítimas de terremoto

Último balanço oficial registra 289 mortos, dos quais 20 crianças. Na noite de quinta-feira (9) novos abalos foram registrados

Os italianos fizeram um funeral coletivo nesta sexta-feira (10) para as vítimas do pior terremoto em 30 anos, que devastou a região central do país. O número de mortos subiu para 289.

Centenas de pessoas se reuniram em volta dos 205 caixões, muitos deles cobertos de flores e fotos. O funeral ocorreu numa academia de polícia na cidade montanhosa de L'Aquila, a mais atingida pelo tremor de segunda-feira. A missa foi conduzida pelo Secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone, e começou com uma mensagem do papa Bento XVI. "Nessas horas dramáticas quando uma tragédia atingiu essa terra, eu me sinto presente espiritualmente em meio a vocês e compartilho sua angústia", dizia a mensagem.

Na noite de quinta-feira (9) novos abalos sacudiram as áreas mais atingidas. Às 5h22 (0h22 de Brasília), a terra voltou a tremer na região de Abruzzo. Uma réplica alcançou 3,7 graus de magnitude na escala Richter.
Na noite anterior fora registrado outro movimento telúrico, por volta das 21h30 locais (16h30 de Brasília), de 4,9 graus, que também foi sentido em Roma.

Quatro dias após o terremoto, equipes de resgate ainda retiram corpos dos escompros e a Defesa Civil anunciou que as buscas estão quase no fim. Há 17 mil pessoas vivendo em tendas e outras centenas estão sendo colocados em hotéis.

Ajuda da UE
O primeiro-ministro Silvio Berlusconi disse nesta sexta que seu país "espera receber entre 400 e 500 milhões de euros (de US$ 525 a US$ 656 milhões) em três anos" provenientes de fundos da União Europeia (UE) em ajuda após o terremoto da segunda-feira.

Em uma entrevista por telefone a um programa da televisão italiana, Berlusconi garantiu que "serão encontrados todos os fundos indispensáveis", e acrescentou que serão necessários dois meses para avaliar todos os danos provocados pelo terremoto.

O primeiro-ministro lembrou que já foram destinados 30 milhões de euro (US$ 39,3 milhões) e que o Conselho de Ministros autorizou ontem o envio de outros 70 milhões de euros (US$ 91,9 milhões) para os trabalhos de reconstrução.

Além disso, o Ministério da Educação usará 16 milhões de euro (US$ 21 milhões) para reconstruir a Casa do Estudante, um colégio maior, no qual morreram vários jovens.

Do G1

terça-feira, 7 de abril de 2009

Berlusconi decreta estado de emergência e o desbloqueio de 30 milhões de euros

Primeiro-ministro visitou região afetada de helicóptero. Mais de 150 pessoas morreram com terremoto.

O primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi decretou estado de emergência na região afetada pelo terremoto, nesta segunda-feira (6).

O premiê cancelou a agenda (iria viajar para Moscou) e visitou de helicóptero a região atingida. O número de mortos atinge 150. Ficaram feridas 1.500 pessoas, e pelo menos 70 mil estão desabrigadas, segundo as autoridades. Os desabrigados passariam a noite em tendas improvisadas e hotéis, segundo o governo. L'Aquila, pequena cidade medieval de 60 mil habitantes que foi a mais atingida pelo tremor, vive uma noite de "cidade fantasma".



Berlusconi fez uma reunião extraordinária com o conselho de ministros e anunciou o desbloqueio de 30 milhões de euros do fundo de emergência.

“É uma tragédia sem precedentes nos anos recentes”, disse o primeiro-ministro.

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira que doará US$ 50 mil em ajuda de emergência para os desabrigados pelo terremoto

O Papa Bento XVI rezou pelas vítimas, em particular pelas crianças, informou o escritório de imprensa do Vaticano. "O Papa expressa sua dor à população afetada e oferece orações pela vítimas, em particular pelas crianças", diz a nota.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma nota de condolência ao seu colega italiano, Giorgio Napolitano, por conta da tragédia.

Número de mortos após terremoto na Itália chega a 179

Dois novos abalos foram registrados na região atingida.
Milhares de pessoas passam noite em carros ou em tendas.

O número de mortos após o forte terremoto que atingiu a região central da Itália, na madrugada de segunda-feira (6), subiu para a 179, segundo balanço divulgado pela Defesa Civil do país nesta terça-feira (7). As equipes de busca e salvamento registram o desaparecimento de 34 pessoas e informam que ao menos 1.500 estão feridas e mais de 70 mil estão desabrigadas.

Os moradores das regiões afetadas continuam assustados, pois dois pequenos abalos - um deles com cerca de dois segundos de duração - foram registrados na madrugada desta terça. Muitas pessoas que tiveram as casas destruídas, danificas ou desocupadas passaram a noite em carros ou em tendas montadas por equipes de resgate, que buscam por sobreviventes.

Estado de emergência

O primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi decretou estado de emergência na região afetada. O premiê cancelou a agenda - iria viajar para Moscou - e visitou de helicóptero a região atingida.

L'Aquila, pequena cidade medieval de 60 mil habitantes que foi a mais atingida pelo tremor, vive uma noite de "cidade fantasma".

do G1

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Número de mortos por terremoto na região central da Itália sobe para 90


Bombeiros tentam resgatar carro de sob escombros
após o terremoto desta segunda-feira (6) na cidade
Italiana de Áquila. (Foto: AFP)

Tremor atingiu a cidade histórica de Áquila, a leste de Roma. Cidades inteiras foram destruídas, e número de mortos pode crescer.


Boletim médico das equipes de resgate divulgado no início da tarde informa que pelo menos 90 pessoas morreram vítimas do forte terremoto que sacudiu o centro da Itália na madrugada desta segunda-feira (6) - noite de domingo, 5, no Brasil.

O tremor atingiu a região de Áquila, área montanhosa a leste de Roma. A procura por sobreviventes sob os escombros prossegue.

O presidente do Parlamento, Gianfranco Fini, disse que cidades inteiras foram destruídas pelo tremor.

Cerca de 50 pessoas estão desabrigadas, segundo a Defesa Civil.

Áquila, cidade de 60 mil habitantes do estado de Abruzzo, foi a mais atingida. O tremor ocorreu de madrugada, quando a maioria dos habitantes dormia.

Os danos ocorreram na maior parte do município. Pelo menos 10 mil imóveis foram danificados. Um albergue de estudantes e algumas igrejas históricas ruiram. Carros foram soterrados pelos escombros.

Brasileira sentiu tremor

A brasileira Luisa Gomes Mendonça, de 42 anos, mora em Riano, na província de Roma, e contou ao G1, por telefone, que sentiu o tremor na madrugada. "O cachorro latiu e nós sentimos tudo tremendo. Até saímos na rua para ver o que era". Ela disse que a família do marido mora na região afetada pelo terremoto, mas que estão todos bem.

Estado de emergência

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, que cancelou sua viagem a Moscou e foi para Áquila, disse que o número de feridos supera 1.500. O governo italiano decretou estado de emergência na região de Abruzzo.

Em entrevista, Berlusconi disse que mil barracas serão instaladas para abrigar entre 8 e 10 pessoas cada. Outras 4.000 pessoas serão levadas a hotéis da região.

Durante a entrevista, um leve tremor foi sentido por boa parte dos jornalistas presentes
Intensidade

As informações sobre a força do tremor de cerca de 30 segundos, que ocorreu às 3h45 desta segunda (22h45 de domingo em Brasília), ainda são confusas. Enquanto parte das agências de notícias estima magnitude de 5,8 graus na escala Richter, outras fontes afirmam que o terremoto chegou a 6,7 graus na mesma escala.

O Centro Nacional de Informações de Terremotos dos Estados Unidos, por exemplo, informou que o terremoto atingiu 6,3 graus na escala aberta de momento, e teve epicentro a 95 km de Roma, a uma profundidade de 10 km, às 3h32 locais (22h13 de Brasília).

O diário italiano “La Repubblica” informa, na sua página na internet, que a magnitude do tremor foi de 6,7 graus, e o epicentro teria sido localizado em Arischia, entre as regiões de Lazio e Abruzzo.

Roma

O forte tremor foi sentido em Roma, onde muito moradores assustados deixaram suas casas para buscar proteção nas ruas, com medo de possíveis desabamentos. Segundo a agência Efe, casas e prédios do centro histórico da capital italiana sofreram pequenos danos.

O último terremoto grave na Itália havia ocorrido em 1980, no sul do país, provocando a morte de 2.700 pessoas.

Informaçoes do G1