O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá discutir temas bilaterais e assuntos estratégicos durante o encontro que terá essa manhã com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, em São Paulo.
Os dois manterão um encontro privado por volta das 11h locais, na sede da Federação das Indústrias dos Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista. No local também ocorre o seminário "Brasil - Itália: Novas Parcerias Estratégicas", que reúne especialistas e expoentes dos dois países.
Berlusconi chegou ontem ao país para uma visita oficial de dois dias e já se reuniu com empreendedores, sendo que ele está acompanhado por uma delegação de cerca de 60 empresários.
Segundo o primeiro-ministro, o objetivo de sua viagem é dar "apoio concreto" às empresas interessadas em investir no Brasil -- em 2009, o número de companhias italianas que se estabeleceram aqui passou de 120 para mais de 300.
"Há toda uma série de possibilidades para as empresas [italianas] em todos os setores e, principalmente, na área de infraestrutura", comentou.
Nesse sentido, o chefe de Governo recordou "o importante projeto do trem de alta velocidade entre o Rio e São Paulo", apenas "um dos tantos programas aos quais as companhias italianas podem encontrar um modo de trabalhar no Brasil". "Aqui já temos importantes empresas, como a Telecom e a Fiat".
Ainda discursando para os empreendedores, Berlusconi anunciou que deve "governar por ao menos três anos".
"Sairei [do poder] somente quando eu conseguir fazer o meu país ser um país verdadeiramente democrático", afirmou o premier, que ocupou este cargo entre 1994-1995, 2001-2006 e de 2008 em diante.
(ANSA)
Outros países europeus vêm adotando
leis contra trajes islâmicos
Uma mulher que foi a uma agência dos correios na Itália com o rosto coberto por um véu foi parada pela polícia e terá de pagar uma multa, informou a agência de notícias AFP.
É a primeira vez que a medida é adotada desde a aprovação, na cidade, de uma lei proibindo o uso, em público, de roupas que impeçam a identificação imediata da pessoa.
Um policial disse à AFP que a mulher terá de pagar 500 euros, ou o equivalente a R$ 1.144,00.
A cidade é administrada pelo partido anti-imigração Liga do Norte, que pertence à coalizão do governo nacional do primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
Integração
O prefeito de Novara, Massimo Giordano, disse que a lei tem o objetivo de impedir que mulheres se cubram com o véu em público.
"Infelizmente, parece não estar claro para todo mundo que roupas que impedem a identificação da pessoa podem ser toleradas em casa, mas não em lugares públicos, como escolas, ônibus ou correios", disse o prefeito à agência de notícias italiana Ansa.
"Ainda há pessoas que se recusam a entender que nossa comunidade em Novara não aceita e não quer pessoas andando por aí vestindo a burca".
Giordano disse que a lei é "o único instrumento à nossa disposição para impedir um comportamento que torna o processo de integração, já difícil, ainda mais duro".
A mulher, que segundo relatos seria tunisiana, teria ido ao correio na companhia do marido quando foi parada pela polícia.
Quando o marido se recusou a permitir que ela fosse identificada por policiais homens, uma policial feminina foi chamada - disse a AFP.
Normas Rigorosas
Desde 1975, leis anti-terrorismo na Itália proíbem máscaras ou roupas que impossibilitem a identificação de uma pessoa.
Entretanto, a lei permite exceções por "causa justificada", o que, para algns tribunais, incluiria razões religiosas para o uso do véu, informou a Ansa.
Várias autoridades locais introduziram leis mais rígidas.
Por exemplo, uma proposta da Liga do Norte que está sendo apresentada ao Parlamento italiano neste momento sugere especificamente que véus islâmicos que cobrem a face - como a burca, que cobre todo o rosto, e o niqab, que deixa apenas os olhos descobertos - sejam declarados ilegais.
Medidas semelhantes estão sendo adotadas em outros países europeus.
A Câmara Baixa do Parlamento da Bélgica aprovou, na semana passada, uma lei que proíbe do uso do véu islâmico que cobre o rosto em locais públicos.
A lei ainda precisa ser ratificada pelo Senado, mas, caso entre em vigor, a Bélgica pode se tornar o primeiro país da União Europeia a considerar crime o uso desse tipo de vestimenta.
O governo francês está propondo legislação semelhante e, no fim de semana, um membro alemão do Parlamento Europeu disse que uma proibição deveria ser decretada em toda a Comunidade Européia.
Fonte: BBC Brasil











